O que é educação a distância. Diferença entre EAD e Ensino Presencial



O que é EAD? Quais os principais recursos que as instituições de ensino usam para levar os cursos até os alunos? Quais são as diferenças em relação aos cursos presenciais.

A educação a distância não é recente, embora ela tenha ganhado enorme destaque nos últimos anos, especialmente em função de grande oferta de cursos superiores, há relatos do ensino a distância desde o início do século passado. Em outros países há relatos mais antigos ainda. Contudo, no Brasil a educação presencial ou tradicional como é conhecida foi o modelo usado até os dias de hoje nas escolas públicas e privadas e agora com o crescimento da educação a distância, algumas perguntas aparecem naturalmente, entre elas: Qual a diferença entre o ensino presencial  e a educação a distância?

Ensino presencial

Cursos de tecnologia, tecnológicos, cursos superiores de 2 anos ou cursos superiores de curta duração, são diversos termos para identificá-los

Adotado na educação formal e informal o modelo presencial é aquele em que o aluno precisa frequentar uma escola regular por um determinado tempo e cumprir uma carga horária. Os cursos superiores são autorizados pelo MEC com uma carga horária mínima e cada instituição faz a distribuição desta carga horária em períodos, geralmente semestres.

Outras características do ensino presencial são:

  • A presença física do professor
  • O contato direto com outros alunos da turma e da escola
  • A possibilidade de discussão dos temas da aula enquanto ela acontece
  • A aula é um tempo definido
  • Entre outros

Os fatores acima são bem conhecidos, pois desde criança aprendemos que é assim que funciona a educação, em outras palavras aprendemos que a educação era composta essencialmente por um prédio que chamaríamos de escola, um professor, alguns colegas de classe, livros e uma reunião diária para tratar de uma pauta de estudos.

Educação a Distância

Cursos superiores a distância - graduação EAD

Na educação a distância, os conceitos acima não são eliminados, mas redefinidos, enquanto que outras características aparecem.  As diferenças em relação ao ensino presencial variam de acordo com o modelo de educação a distância, sendo eles:

Modelo semipresencial

No modelo semipresencial, as aulas serão feitas em parte a distância e parte em um polo presencial, geralmente com aulas presenciais uma vez por semana. Este modelo não é ruim e deve ser a melhor opção para a maioria das pessoas.

Modelo interativo ou 100% a distância

No modelo interativo as aulas são 100% a distância, ficando apenas algumas atividades, como provas, para serem realizadas presencialmente. Este modelo é mais complicado e deve ser encarado por pessoas mais autodidatas. Claro que ele é uma alternativa para pessoas que moram em municípios que não tem polos presenciais. Dentro deste modelo interativo há vídeo-aulas, provas online, simulados, reprodução de cenários por animações, fóruns entre alunos e/ou professores, etc.

Perfil do aluno

Um fato importante é que fazer um curso a distância exige mais do aluno e com isso alguns pré-requisitos são importantes para garantir um bom desempenho. As perguntas a seguir podem ser úteis para nortear o pensamento daqueles que pretendem aderir ao modelo EAD:

  • Sei administrar o tempo que tenho?
  • Tenho autonomia no que faço?
  • Consigo entender aquilo que leio, ouço ou vejo na TV, por exemplo. Em outras palavras: Consigo fazer interpretações?
  • Tenho o hábito de leitura ou estou disposto a fazer, independente da faculdade?
  • Tenho alguma afinidade com o curso que pretendo fazer? O que você sabe sobre esta área?
  • Sou capaz de avaliar aquilo que faço, separando os resultados positivos e os pontos a melhorar?

Conclusão

A educação a distância não irá substituir o ensino presencial, ela deve ser vista como alternativa que precisa inclusive ser melhorada no aspecto de qualidade, oferta de cursos, atendimento, tecnologia, entre outros aspectos.

Contudo o modelo EAD cumpre um importante papel no Brasil que de alguma forma suprir a enorme deficiência da estrutura educacional do país. Localidades remotas que não são atendidas por instituições presenciais, donas de casa que não podem sair de casa todos os das para estudar, pessoas com deficiência física que teriam enormes dificuldades para se locomover diariamente a uma faculdade, entre outros perfis.




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