Educação a distância no ensino superior, presente e futuro

Veja uma análise da Educação a Distância no ensino superior no atual momento e algumas perspectivas para o futuro, como melhoria na qualidade e investimentos públicos em EAD.

A educação a distância não é nova no Brasil, pois há relatos de instituições que já atuavam no chamado modelo EAD muito antes da internet surgir ou dos modernos recursos da telecomunicação a distância. Mas no âmbito do ensino superior é possível afirmar que o modelo é relativamente novo e ganha corpo na medida em que novas turmas são formadas e concluídas. Há um processo de aprendizagem tanto das universidades, professores e dos próprios alunos.

O presente

No atual momento as faculdades a distância são talvez a grande expansão da educação no Brasil, pois para muita gente ela é a oportunidade que nunca tiveram e bem ou mal, eles têm a oportunidade de acesso ao ensino superior e a um diploma de graduação que aliado a outros fatores poderá ajudar muitos a crescerem no trabalho e na vida.

O modelo de educação a distância que é usado no Brasil atualmente é o chamado semipresencial onde o aluno estuda a distância, mas precisa ir a um polo para fazer provas e realizar outras atividades presenciais. Existem algumas universidades, como a UNIP que mantém um modelo totalmente a distância que eles chamam de SEI, neste modelo o aluno vai ao polo apenas para as provas, o restante é feito totalmente a distância.

Figura ainda no presente alguns fatores como o questionamento sobre a qualidade da educação, um preconceito de alguns com o modelo EAD e a expectativa da entrada de novos cursos, uma vez que estamos limitados aos cursos de gestão, uns poucos bacharelados e algumas licenciaturas apenas.

O futuro

O futuro é promissor em termos de Educação a distância no ensino superior, isto porque todos já viram que o modelo é uma resposta ao enorme déficit de educação superior no Brasil, motivado pela falta de vagas nas instituições públicas, os altos valores das mensalidades em instituições particulares e a concentração dessas instituições em regiões com maior índice populacional.

Então é possível esperar para os próximos anos um esforço maior dos governos em investir na educação a distância através das universidades públicas e com isso levar o ensino superior gratuito a um maior número de pessoas possíveis. Em contrapartida, as universidades particulares que também já perceberam o enorme potencial do modelo EAD certamente investirá cada vez mais em infraestrutura, qualidade e publicidade para disputar alunos em todos os lugares do Brasil.

É preciso melhorar muito ainda, mas quem viver, verá!



 






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