Diferenças entre hipótese e teoria, antítese e paradoxo

Saiba diferenciar uma hipótese de uma teoria em língua portuguesa e entenda as sutis diferenças entre as figuras de linguagem antítese e paradoxo.

A palavra teoria vem do grego e a princípio significava contemplar, examinar, olhar. Para a ciência, teoria é muito mais que uma simples especulação. É uma comprovação científica de algum estudo baseado em leis e hipóteses.

Hipótese vem do latim “hypothese” e do grego “hypóthesis” e  é uma ideia para explicar algum fenômeno isolado, natural ou social. Muitas hipóteses podem ser discutidas, estudadas, e na conclusão destas formam-se as teorias. Como a teoria da evolução, de Pitágoras e outras. As hipóteses podem ser testadas por experiências, ou por observação de fatos, quando confirmadas as teorias são nomeadas. No entanto, uma teoria pode “cair por terra” quando novas hipóteses são levantadas sobre o assunto.  São feitos estudos profundos e as teorias são modificadas ou confirmadas. Na área de ciências uma nova teoria é chamada de “corte epistemológico”.

Diferença entre Antítese e Paradoxo

Antítese é uma das figuras de linguagem mais conhecidas na língua portuguesa e é muito utilizada até os dias de hoje, nas canções e poesias modernas. Consiste na aproximação de palavras que expressam idéias contrárias, sem serem absurdas, reforçando uma mensagem, sem se contradizerem.

Paradoxo é uma figura de linguagem muito confundida com antítese, no entanto, se analisada com entendimento percebe-se que são muito diferentes. Paradoxo vem do grego “paradoxos”. Significa contrário à previsão ou à opinião corriqueira. É uma afirmação contraditória, aparentemente a impossível de ser verdade, sem lógica, que causa espanto, mas embeleza o poema e leva o leitor a refletir.

Exemplos de Antítese:

Não existiria som se não fosse o silêncio

Não existiria luz se não fosse a escuridão (“Certas coisas”, de Lulu Santos)

E onde queres bandido, eu sou o herói (“O quereres” de Caetano Veloso)

Tristeza não tem fim

Felicidade, sim (Vinicius de Morais)

Estou acordado, todos dormem, todos dormem (Monte Castelo, Renato Russo)

Se a frase fosse: “estou dormindo acordado” seria um paradoxo, pois como alguém pode estar dormindo e estar acordado ao mesmo tempo?

“Te ter e ter que esquecer (Skank). Há antítese, pois não há absurdo em dizer que ama alguém e ter que esquecer a pessoa  é muito ruim.

Mas no outro trecho da musica: “É como mergulhar no rio e não se molhar.”. Como alguém pode mergulhar num rio e não se molhar?  Neste caso há um paradoxo.

E o mais famoso paradoxo da língua portuguesa, um fragmento do poema de Luis Vaz de Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

Como um fogo pode queimar e não ser visto? Como uma ferida dói e a pessoa não sente a dor?  São idéias contraditórias que levam o leitor a refletir num sentimento tão contraditório: o amor.

“Eu sou jovem, ela é velha”. Há antítese.

“Sou uma velha jovem”. Há paradoxo. Como alguém pode ser velha e jovem ao mesmo tempo?

Certa vez, Luís Fernando Veríssimo disse: “Se você tentou falhar e conseguiu, você descobriu o que é paradoxo”. Como alguém pode falhar e acertar? Contraditório e que faz-nos refletir, esta é a função desta figura de linguagem.



 


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