Respeito ao pedestre: Modelo de Brasília e as vantagens de andar

O pedestre também faz parte do trânsito e embora muitos não tenham consciência disso, cabe aos motoristas respeitá-los. Veja o exemplo de Brasília

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Quando o assunto é trânsito seguro as pessoas normalmente começam a comentar sobre as infrações dos veículos, sobre a fiscalização e inúmeros outros fatores que são responsáveis pela situação atual em que o país se encontra nas ruas e estradas em toda parte, no entanto, a população muitas vezes se esquece da importância do pedestre e principalmente do respeito a ele. O pedestre também faz parte do trânsito e embora muitos não tenham consciência disso, cabe aos motoristas respeitá-los.

Dados divulgados do ano de 2005 mostram que proximadamente 27 mil pessoas foram vitimas de atropelamento, deste total são 24% de pedestres que se tornaram vitimas fatais de imprudência muitas vezes do desrespeito que os motoristas vem mostrando em relação aos pedestres em todo o território brasileiro.

Essa situação precisa ser mudada, os motoristas devem ter maior consciência e serem punidos quando em situação de infração à leis de trânsito, por exemplo, não dar passagem ao pedestre quando ele estiver na faixa ou ainda interromper a sua travessia é considerada infração gravíssima, bem como parar com o veículo na faixa de pedestre na hora de espera para mudar o sinal também resulta em multa. Essas e outras infrações devem receber maior fiscalização e punição.

Importante é também que os pedestres tenham maior responsabilidade e consciência de seus deveres como parte do trânsito no país, em que deve agir sempre em respeito aos outros cidadãos contribuindo com a segurança no trânsito e o respeito por ele retornado. Alguns cuidados ao atravessar as ruas e principalmente as rodovias são indispensável para evitar um atropelamento e até morte, o pedestre precisa sempre estar frente ao fluxo contrário do trânsito quando encontrar-se em acostamentos nas rodovias, assim estará sempre em alerta; ainda ao atravessar rodovias é necessário analisar a situação do trânsito, e redobrar a atenção no caso de cruzar uma pista de via dupla, além ainda de ser muito útil em caso de encontrar-se à noite nas rodovias, estar vestido com roupas claras e sempre possuir algum aparelho que emita luz e/ou claridade, para que sua presença seja notada pelo condutores que trafegam pelas rodovias, evitando assim maiores acidentes e vitimas.

Em muitas cidades brasileiras, os pedestres parecem participar de um jogo de tabuleiro involuntário, no qual se movimenta lentamente, às vezes desviando de obstáculos, às vezes recuando alguns quadrados. Entre os desafios estão calçadas estreitas, passarelas mal iluminadas, carros passando muito de perto, falta de conexões com outros meios de transporte e longas esperas para cruzar avenidas.

O exemplo de Brasília

Temos em Brasília um exemplo para as demais cidades de como se realiza o respeito ao pedestre, as autoridades de trânsito autuaram motoristas que desrespeitavam aos pedestres com o objetivo de educá-los. Aprenderam pelo bolso. E hoje andar pelas ruas de Brasília tornou-se algo tranquilo, seguro e de respeito, bastando apenas encontrar-se na faixa destinada e acenar indicando passagem.

Veja o vídeo abaixo que mostra o que aconteceu e acontece em Brasília.

Ser pedestre resulta em grandes vantagens, seja física e saudável, como também possibilita uma sensação de prazer e relaxamento, em que ao caminhar se ter maior facilidade em admirar, conhecer e descobrir muita coisa interessante na cidade em que mora e, principalmente sobre a sociedade com a qual convive.

Mais pedestres,melhor a saúde

Mover-se alguns quadrados à frente neste jogo de tabuleiro significa fazer mais atividade física - o que ajuda a combater a obesidade e as doenças que podem surgir a partir dela, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares e articulares.

Deixar o carro em casa para ir ao trabalho ou à escola também ajuda a reduzir as emissões de gás carbônico. E reduzir a poluição ajuda a diminuir a incidência de doenças respiratórias. Cidadãos com melhor disposição física e menores níveis de obesidade têm menor probabilidade de desenvolver doenças e, portanto, usam menos o sistema público de saúde. Isso economiza dinheiro para os governos.


 
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